Efeito do gene da asma sobre os sintomas respiratórios depende da amamentação

Os bebês que têm um perfil genético ligado ao risco de asma podem ser protegidos contra sintomas respiratórios se forem amamentados, de acordo com um novo estudo,  apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia, em 2016.

O estudo foi o primeiro a mostrar que o aleitamento materno pode modificar o efeito dos perfis genéticos relacionados com a asma, afetando os sintomas respiratórios no primeiro ano de vida.

Os genes que estão associados ao risco de asma estão localizados no cromossomo 17 e são chamados de 17q21. Um estudo recente relatou que crianças que possuíam variantes genéticas no cromossomo 17q21 tinham um risco aumentado de desenvolver sibilância (chiado no peito), quando expostas a certas condições ambientais.

Já sabemos que os fatores ambientais têm um efeito modificador no risco genético específico, portanto o objetivo deste novo estudo foi descobrir se isso também poderia ser verdade em relação à amamentação e se este gene específico relacionado à asma diz respeito aos sintomas respiratórios no início da infância.

368 crianças na Suíça foram incluídas no estudo. Os pesquisadores coletaram dados sobre a ocorrência e a gravidade dos sintomas respiratórios, bem como da amamentação e da genotipagem.

Os achados revelaram que, durante as semanas em que os lactentes foram amamentados, os portadores de genótipos de risco para asma tiveram um risco relativo de 27% de desenvolver sintomas respiratórios. Quando os lactentes não foram amamentados, os portadores apresentavam uma tendência para um risco aumentado dos sintomas respiratórios.

Como a pesquisa neste campo progride, cada vez mais os pesquisadores compreenderão sobre a interação gene-ambiente no desenvolvimento da asma. O estudo lança luz sobre como essa interação pode ser modificada pela amamentação. Esta é a primeira vez que foi possível demonstrar o efeito das variantes 17q21 sobre os sintomas respiratórios, durante o primeiro ano de vida, levando em conta o aleitamento materno. Os resultados devem ser replicados em outros estudos.

 

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