Disparidades de saúde poderiam ser prevenidas pela amamentação

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Um novo estudo, publicado no Journal of Pediatrics, mostrou que as crianças negras apresentam mais do que o dobro de mortes que as crianças brancas atribuíveis à falta de amamentação ideal. Os bebês negros também registram mais de três vezes a taxa de enterocolite necrosante, uma doença devastadora nos prematuros, atribuída a taxas sub-ótimas de alimentação com o leite materno.

Todas as autoridades de saúde no mundo recomendam que as mulheres amamentem cada criança, exclusivamente, durante os primeiros seis meses de vida. Em seguida, o recomendável é a amamentação continuada, enquanto os alimentos complementares são introduzidos, até 2 anos ou mais. Os autores do estudo definiram essa prática como “amamentação ótima”.

Segundo a pesquisa, as mulheres brancas apresentam taxas muito mais elevadas de aleitamento materno do que as mulheres negras e ligeiramente mais altas do que as mulheres hispânicas. Além disso, as mulheres brancas amamentam mais tempo e têm maior prevalência de aleitamento materno exclusivo. As taxas atuais para mulheres negras, brancas e hispânicas foram definidas como “amamentação sub-ótima”. Este é o primeiro estudo a mostrar como essas disparidades se traduzem em diferenças nos resultados de saúde.

Segundo os pesquisadores, essas disparidades refletem barreiras à amamentação, como falta de licença remunerada e cuidados de maternidade desatualizados, que afetam desproporcionalmente as famílias negras.  É possível reduzir essas diferenças protegendo o direito de cada mulher amamentar seus filhos.

Reflexos na saúde

Duas doenças comuns da infância merecem uma preocupação particular para bebês negros e hispânicos: infecções de ouvido e infecções gastrointestinais. Em comparação com os bebês brancos, as infecções de ouvido devido à amamentação sub-ótima foram 1,7 vezes mais comuns em lactentes negros e 1,4 vezes mais comuns em hispânicos. As infecções gastrointestinais pela mesma causa foram cerca de 1,3 a 1,4 vezes mais comuns entre lactentes negros e hispânicos.

Infecções do ouvido e gastrointestinais podem se traduzir em insegurança econômica significativa para os pais que precisam perder dias de trabalho para cuidar de crianças doentes. As estatísticas do Departamento de Trabalho Americano mostram que as mães negras e hispânicas são mais propensas a serem chefes de família e a conseguirem empregos com baixa remuneração, que não têm licença médica paga.

O estudo também encontrou diferenças nos resultados de saúde materna como resultado do aleitamento sub-ótimo. Tanto para a hipertensão, como para a diabetes tipo 2, houve uma taxa 1,4 vezes maior para as mulheres negras em comparação com as mulheres brancas.

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