Aleitamento materno salva a vida das mães também

O aleitamento materno como recomendado – estendido por dois anos ou mais e exclusivo por seis meses – pode proteger bebês e mães da morte prematura e de doenças graves, fazendo com que os EUA economizem mais de US$ 4,3 bilhões em cuidados com saúde e custos associados, de acordo com um novo estudo publicado on-line na Maternal & Child Nutrition.

Segundo o autor do estudo, Dr. Alison Stuebe, os resultados salientam a importância de políticas que tornem possível para as mulheres amamentarem. “Atualmente, 22% das mães americanas empregadas retornam ao trabalho depois de 10 dias do nascimento dos bebês. A licença maternidade mantém mães e bebês juntos, e é essencial para a amamentação. Estender a licença maternidade remunerada terá impactos sobre a saúde, ao longo da vida das mulheres e crianças”, defende o pesquisador.

Os autores do estudo disseram que suas descobertas ressaltam a importância de proporcionar às mulheres o apoio de que precisam para amamentar seus bebês, desde o nascimento.

A amamentação é muito mais benéfica na prevenção de doenças e redução de custos do que o estimado anteriormente. Os pesquisadores defendem que os resultados devem obrigar todos os hospitais a desenvolverem programas que visem ajudar as novas mães a aprender a amamentar seus bebês.

Entenda o estudo

Para o estudo, a equipe de pesquisadores acompanhou dois grupos. Um grupo foi considerado o “ideal”, onde a maioria das mães amamentou o tempo recomendado. Esse grupo foi comparado a um grupo que amamentou “abaixo do tempo ideal”. Usando dados da pesquisa e dados governamentais existentes, os pesquisadores projetaram as taxas e os custos das doenças que são reconhecidamente reduzidas pela amamentação, juntamente com as taxas e custos de mortes precoces causadas por essas doenças.

Dentre as doenças infantis incluídas nessa avaliação estavam leucemia linfoblástica aguda, infecções de ouvido, doença de Crohn, colite ulcerativa, infecções gastrointestinais, infecções do trato respiratório inferior, obesidade, enterocolite necrosante e SIDS. Para as mães, o estudo incluiu câncer de mama, câncer de ovário pré-menopausa, diabetes, hipertensão e ataques cardíacos.

Os pesquisadores descobriram que a amamentação sub-ótima foi associada a mais de 3.340 mortes prematuras nos EUA, a cada ano, gerando à nação $ 3 bilhões em custos médicos, $ 1,3 bilhão em custos indiretos e US $ 14,2 bilhões em custos relacionados a mortes prematuras. Cerca de 80% das mortes e custos médicos  foram maternos.

O aleitamento materno tem sido enquadrado como “um problema de saúde da criança”, no entanto, é claramente um “problema de saúde das mulheres” também. A amamentação ajuda a prevenir o câncer, o diabetes e as doenças cardíacas nas mulheres, mas muitas delas não têm ideia desses benefícios. Precisamos propagar essas descobertas!

 

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