Aleitamento materno exclusivo e o efeito na pós-parto das mães com esclerose múltipla

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Mulheres com esclerose múltipla (EM) que amamentaram seus bebês exclusivamente por dois meses apresentaram um risco menor de recaída, durante os primeiros seis meses, após o parto, em comparação com mulheres que não amamentam exclusivamente, de acordo com um artigo publicado online pela JAMA Neurology.

Cerca de 20-30% das mulheres com EM experimentam uma recaída nos primeiros três, quatro meses, após o parto, e não há intervenções eficazes que possam prevenir essa recaída pós-parto. O efeito da amamentação exclusiva sobre o risco de recaída no pós-parto da EM é controverso com resultados conflitantes de estudos.

Os autores desse novo estudo analisaram dados de 201 mulheres grávidas com EM coletados entre 2008 e junho de 2012, com acompanhamento do pós-parto de um ano no registo alemão nacional de EM e gravidez. O aleitamento materno exclusivo foi definido como a modalidade de amamentar o bebê sem nenhuma substituição regular da amamentação por refeições com alimentações suplementares por pelo menos dois meses, em comparação com a amamentação não exclusiva, que foi parcial ou nenhuma amamentação.

Das 201 mulheres, 120 (59,7%) amamentaram exclusivamente por pelo menos dois meses, 42 mulheres (20,9%) combinaram o aleitamento com a alimentação suplementar nos primeiros dois meses após o parto, e 39 mulheres (19,4%) não amamentaram.

Os autores relatam que 31 mulheres (38,3%) que não amamentaram exclusivamente tiveram recaída da EM nos primeiros seis meses pós-parto em comparação com 29 mulheres (24,2%) que amamentaram exclusivamente por pelo menos dois meses.

Os autores observam que o efeito da amamentação exclusiva “parece ser plausível”, já que a atividade da doença retornou apenas na segunda metade do ano pós-parto, em mulheres que amamentaram exclusivamente, no período que correspondente à introdução de alimentação suplementar e o retorno da menstruação. A introdução de alimentação com fórmulas de maneira regular ou de alimentos sólidos leva a uma mudança no status hormonal da mulher, resultando no retorno à ovulação.

No conjunto, os resultados indicam que as mulheres com EM devem ser apoiadas e estimuladas, se optarem por amamentar exclusivamente, uma vez que essa decisão claramente não aumenta o risco de recaída no pós-parto. Recaídas  nos primeiros seis meses pós-parto podem ser diminuídas pela amamentação exclusiva, mas uma vez que a alimentação regular é introduzida ao bebê, a atividade da doença pode voltar.

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