Amamentação reduz risco de diabetes tipo 2, na sequência do diabetes gestacional

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Mulheres com diabetes gestacional que consistentemente e continuamente amamentam, a partir do momento em que dão à luz, têm metade da probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 dentro de dois anos após o parto,  revela um estudo publicado no Annals of Internal Medicine.

O diabetes gestacional, ou glicose elevada no sangue, durante a gravidez, é diagnosticado em 5-9% de todas as gestações nos Estados Unidos – cerca de 250.000 mulheres anualmente. Mulheres com diabetes gestacional apresentam até sete vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2, anos após a gravidez. A amamentação é recomendada para mulheres com diabetes gestacional, mas estudos anteriores que exploram o impacto da amamentação sobre o desenvolvimento posterior de diabetes tiveram resultados inconsistentes.

Neste estudo, as mulheres que, exclusiva ou principalmente, amamentaram por pelo menos dois meses após o parto, e aquelas que continuaram a amamentar durante vários meses, foram capazes de reduzir o risco de diabetes tipo 2 pela metade.

Tanto o nível, quanto a duração da amamentação, podem oferecer benefícios exclusivos para as mulheres, durante o período do pós-parto, para a proteção contra o desenvolvimento de diabetes tipo 2, após uma gravidez com diabetes gestacional.

O estudo é o primeiro a aferir se a amamentação, durante o primeiro ano após o parto, interfere estatisticamente de maneira significativa na saúde das mulheres com diabetes gestacional. Além disso, também é o primeiro a avaliar os fatores de risco sociais, comportamentais e de pré-natal que influenciam o desenvolvimento do diabetes tipo 2, bem como o início e o sucesso da amamentação.

A pesquisa envolveu mais de 1.000 mulheres diagnosticadas com diabetes gestacional durante a gravidez, entre 2008 e 2011. A coorte foi racialmente e etnicamente diversa, 75% das mulheres eram latino-americanas, asiáticas ou afro-americanas. Os exames incluíram testes de tolerância à glicose oral, realizados seis e nove semanas após o parto e novamente em um ano e dois anos no pós-parto naquelas que não tinham diabetes no início do estudo.

Quase 12% das mulheres no estudo tinham desenvolvido diabetes tipo 2 dois anos após o parto. Aquelas que tinham alimentado seus bebês exclusivamente com fórmula já a partir da sexta semana de vida tinham mais do que o dobro da probabilidade de desenvolver diabetes, quando comparadas com as mulheres que amamentaram exclusivamente seus bebês.

Houve uma redução graduada de 35-57% da incidência de diabetes após dois anos do parto associada com uma maior intensidade da lactação, que ia de exclusivamente a partir de fórmulas ao aleitamento materno exclusivo,  com o aumento da duração da lactação – de menos de dois meses a mais de 10 meses da amamentação.

Um dos principais pontos fortes do estudo foi a capacidade de controlar inúmeras influências sobre o aleitamento materno e outros fatores de risco do diabetes, incluindo a obesidade materna, antes da gravidez, ganho de peso gestacional, o metabolismo pré-natal, tratamento para diabetes gestacional, o tipo de parto, tamanho da criança ao nascer e os resultados do parto, comportamentos raça / etnia, e estilo de vida como dieta, atividade física e mudança de peso.

A associação entre a intensidade e a duração da amamentação com o menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 permaneceu após a contabilização  dessas variáveis. Estes resultados sublinham a importância de priorizar a educação para a  amamentação e o apoio às mulheres com diabetes gestacional como parte dos esforços iniciais de prevenção do diabetes no sistemas de saúde.

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