Pressão relacionada ao aleitamento materno pode ter impacto sobre a saúde mental das mães

O abismo feminino entre as expectativas sobre o aleitamento materno e as suas experiências reais com o tema pode ser largo e marcado por decepção. Em 2011, por exemplo, quase 80% das mães nos Estados Unidos começaram a amamentar seus recém-nascidos, mas seis meses depois, apenas 50% continuaram, por uma série de razões.

Um novo estudo destaca o quão prejudicial para a saúde mental das mães que amamentam pode ser a falta de comunhão entre os seus objetivos e a realidade sobre o aleitamento. Quando esses dois elementos não se alinham, muitas mulheres interrompem o aleitamento materno antes dos seis meses, e ficam em maior risco de apresentar sintomas depressivos no período pós-parto.

Mas foi o “porquê” que realmente impressionou os pesquisadores. Eles descobriram que não era, na verdade, a duração do aleitamento materno que importava, mas a razão pela qual as mães paravam de amamentar.

As mães que pareciam ter mais poder de decisão de parar o aleitamento antes dos seis meses decidiram que os filhos tinham mamado o suficiente ou queriam usar fórmulas. Não apresentavam nenhum aumento do risco de depressão.

No entanto, aquelas que pararam porque tinham dificuldades ou estavam com dores estavam em um risco aumentado de depressão. As mulheres que se sentiam pressionadas a parar de amamentar, por amigos e familiares, também pareciam estar em maior risco de desenvolver sintomas depressivos, assim como aquelas que sentiram uma falta de apoio geral.

Os autores argumentam que suas conclusões destacam a importância da compreensão dos fatores específicos por trás da descontinuação da amamentação. É importante compreender verdadeiramente as experiências das mulheres, visando oferecer a elas apoio e orientação apropriados.  Isso pode parecer óbvio para as mães, mas grande parte da investigação científica sobre o tema tem se centrado mais amplamente sobre a duração da amamentação e não sobre as expectativas e aspirações das mulheres, ou ainda, sobre os detalhes de porque eles param de amamentar.

A dor e dificuldade são coisas que um médico especialista é capaz de resolver. Isso sugere que precisamos de uma melhor formação para os médicos e de visitas domiciliares de enfermeiros, bem como um acesso mais fácil aos consultores de lactação, para ajudar as mães a alcançarem seus objetivos.

A pesquisa mostrou também claramente que uma licença  maternidade maior  ajuda a promover e a prolongar  a amamentação, assim como acomodações apropriadas, ou seja, as salas de amamentação,  para apoiar as mães que bombeiam leite materno no trabalho. Essa falta de apoio foi um importante preditor da depressão entre as mulheres que não receberam ajuda quando necessário. 

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Agora quero saber um pouco sobre você. Enquanto você amamentava, você se sentiu apoiada pelo seu obstetra, pelo seu companheiro, pelo seu empregador, pelos seus familiares e amigos. Conte pra gente.

 

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