The Guardian dá destaque a desabafo de mãe sobre aleitamento materno

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I wish I didn’t have to rely on Google to help me breastfeed”. (Eu desejaria não ter tido que confiar no Google para me ajudar a amamentar)

Esse é o título de um “desabafo” publicado recentemente, feito por Rachel Rose Hartman, uma repórter que trabalhou na Casa Branca, lutou e conseguiu um espaço oficial para retirar seu leite no Setor de Imprensa.

A matéria ganhou destaque quando a jornalista, que mora nos Estados Unidos, relatou sua saga para conseguir informações adequadas a respeito do aleitamento materno através dos serviços de saúde sem sucesso. Para preencher “esse vazio”, as mães buscam informações sobre uso de remédios, questões sobre armazenamento de leite materno e muitas outras através da Internet.

Ela relata que teve uma mastite quando amamentava seu bebê de 5 meses e recorreu ao seu obstetra, ao seu pediatra, a uma consultora de aleitamento e ou não foi atendida, ou não teve respostas ou teve a orientação de dar fórmula infantil.

Entre o pânico, a dor pela mastite e a surpresa de ouvir a recomendação do uso de fórmulas como primeira sugestão do seu obstetra, sem tentar nada antes, ela procurou quem ela chamou de “meu confiável apoio amigo em aleitamento”: o Google.

E através da Internet fez seu diagnóstico (bloqueio ou infecção de uma glândula de Montgomery), confiou em uma consultora particular de aleitamento que tinha “usado” na primeira semana em casa (com quem tinha ainda um ano de contrato gratuito), enviando uma foto da mama por e-mail, recebeu a indicação de tratamento e o suporte dessa consultora, aos poucos, resolveu o problema e continuou amamentando.

Esse apoio não é fornecido pelos planos de saúde. Os custos, o tempo e o trabalho dessa orientação deixam, normalmente, mulheres com baixa renda com pouca ou nenhuma opção de apoio.

Assim, se torna cada vez mais importante a orientação adequada sobre aleitamento materno desde o pré-natal (obstetra), na maternidade (equipe com neonatologista, enfermagem, fonoaudiólogas, funcionárias dos bancos de leite), a informação e o apoio do pediatra já na consulta pré-natal (32ª semana de gestação) e na primeira visita da mãe e da família (5 a 7 dias após o parto).

O comentário final da matéria serve de alerta para qualquer mulher, em qualquer parte do mundo:

Quando 24 horas podem significar a diferença entre ser capaz de manter o aleitamento ou não, a Internet pode ser o melhor amigo da mulher. Mas, não deveria ser o único amigo da mulher”.

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