Ensinar os pais sobre a amamentação é efetivamente ajudar as mães

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Quando os novos pais estão envolvidos em um programa de apoio ao aleitamento materno, no hospital, as novas mães tem mais probabilidade de ainda estarem amamentando, três meses depois do parto. É o que revela um novo estudo. Os autores, da pesquisa publicada no Pediatrics, constataram consistentemente o que está na literatura médica: os pais desempenham um papel importante na amamentação.

Pense comigo: as mães são enviadas para casa logo depois do nascimento e enquanto se recuperam do parto e do nascimento são responsáveis ​​por aprender a amamentar. O pai pode ser uma grande ajuda para a mãe, durante esse processo de aprendizado. Compreendendo como funciona a amamentação, ele pode posicionar o bebê no peito, de modo que seja confortável para ambos, além de observar se o bebê está mamando o suficiente.

Para realizar o estudo, os pesquisadores dividiram 214 novas mães e seus parceiros em dois grupos. Um grupo recebeu suporte padrão intra-hospitalar para a amamentação e qualquer outra ajuda que necessitaram, eles tiveram que procurar por si mesmos na comunidade.

No outro grupo, o de coparentalidade, pai e mãe receberam orientação de um especialista em aleitamento materno do hospital por 15 minutos, além de levarem para casa folhetos, um vídeo e um endereço na web com informações sobre técnicas de amamentação e recursos da comunidade, bem como instruções precisas de como os pais podem ajudar nesse processo. Os pesquisadores também enviaram e-mails de acompanhamento para as mães e os pais, quando o bebê tinha entre uma e três semanas de idade, e telefonaram para a residência deles, quando o bebê tinha duas semanas de idade para lembrar os pais dos recursos e responder quaisquer perguntas.

Mais de 95% das mães do grupo de coparentalidade ainda estavam amamentando três meses depois do início do estudo em comparação com 88% das mães no grupo de controle.

Os pais do grupo de coparentalidade relataram mais confiança na sua capacidade de ajudar as mães com a amamentação do que os pais no grupo de controle, logo após o nascimento e quando o bebê completou seis semanas de idade.

Também nas primeiras seis semanas, mais mães do grupo de coparentalidade disseram que seus parceiros as auxiliavam efetivamente com a amamentação e que elas estavam satisfeitas com esse suporte.

Quando o casal tem a intenção de levar adiante o projeto de aleitamento materno exclusivo até os seis meses, o envolvimento do pai torna mais provável que eles atinjam seus objetivos de amamentação. As mães que contam com o apoio dos seus parceiros, conseguem perseverar, mesmo diante das dificuldades e frustrações.

Durante muitos anos, os profissionais de saúde concentraram seus esforços em relação à amamentação exclusivamente em cima da mulher. Como é a mãe quem “faz a amamentação”, as intervenções concentravam-se principalmente sobre ela, deixando o pai de lado, como se ele fosse um elemento estranho às decisões sobre a saúde do bebê.

Hoje, temos plena consciência que a vida é complicada para as novas mamães. Ao optar pelo aleitamento exclusivo até os seis meses, essa mulher precisa de suporte para essa decisão. Trabalhar para estabelecer a rotina de amamentação é uma responsabilidade que os pais devem compartilhar com as mães.

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