Só o peito é suficiente? Até que idade?

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O que mais falar sobre o aleitamento materno que já não foi dito ainda ? Tudo e sempre. Quanto mais se falar, quanto mais se orientar e se estimular, maior a chance que teremos de difundir sua importância e de conseguirmos o compromisso dos pais com o aleitamento materno.

Nossa luta atual, liderados pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), contando com o apoio valoroso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é a extensão do período de licença-maternidade de 4 para 6 meses, permitindo, assim, o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida. Quando eu saí da faculdade e da residência médica, a rotina alimentar para os bebês era oferecer o seio materno enquanto possível. Com 1 mês de vida se introduzia o suco, aos 2 meses a papa de frutas, aos 3 meses o almoço e aos 4 meses o jantar. E isso acontecia mesmo com as mulheres ficando mais em casa, trabalhando menos fora de casa do que fazem hoje – veja abaixo um link interessante mostrando o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho de 1940 a 1990.

Nessa época, não havia o estímulo ao aleitamento e a introdução de outros alimentos, juntamente com a oferta de outros tipos de leite artificiais (de vaca inicialmente e em fórmulas depois) de fácil preparo, antecipava o desmame.

Hoje, quase 30 anos depois, o leite materno assume seu papel primordial, preponderante, fundamental e até exclusivo nos bebês até o 6º mês de vida. Explicando melhor: até o 6º mês de vida, o único alimento que o bebê precisa é o leite materno.

– Mas, Dr. Moises, e água?
– Não precisa!!!
– Um suquinho??
– Não!!!
– Uma fruta???
– Nem pensar!!!
– Mas ele olha com tanta vontade pro meu prato????
– Resista. Ele não está olhando “o que” você come. Ele está olhando “como” você come para aprender.

O leite materno é o alimento completo, necessário e suficiente para o bebê até o 6º mês de vida. Para tornar essa opção viável, a licença-maternidade está passando de 4 para 6 meses, através de projeto que passou pelo Senado e aguarda aprovação pela Câmara para ser sancionada como lei (mesmo que seja opcional, estimulada por incentivos fiscais).

Essa é orientação que foi proposta na Organização Mundial de Saúde e foi adotada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, e … por mim.

E até que alguém me prove o contrário (o que eu acho difícil), minha postura será sempre a de estimular, ao máximo, o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida.

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