A mágica do leite materno

colostro

Feito por você especialmente para seu bebê… 

E ele tem sabor e aroma diferentes todas as vezes

 

Colostro:

Do nascimento a 3-5 dias.

Média de 30 ml de colostro durante as primeiras 24 horas pós-parto (3 ml/mamada e média de 10 mamadas)

  • Cor: fluido claro a dourado;
  • Primeira imunização natural;
  • Proteção natural contínua mesmo que seu bebê seja prematuro ou não esteja bem;
  • Rico em vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K);
  • Produzido em pequenas quantidades;
  • Prepara o estômago de seu bebê para digestão;
  • Rico em fatores de crescimento;
  • Efeito laxativo para acelerar a passagem do mecônio.

Leite de transição:

3-5 dias a 14 dias.

Média aumentando para 500 ml ao dia parto (50 ml/mamada e média de 10 mamadas).

  • Leite se torna mais claro (cor);
  • Proteção natural contínua;
  • Contém enzimas essências ativas e hormônios;
  • Muda de ingredientes e quantidade de mamada a mamada;
  • Quanto mais frequentemente seu bebê mama, mais leite é produzido na mama.

Leite maduro:

Desde em média os 14 dias.

Média de 550 a 1150 ml ao dia (entre 50 a 115 ml/mamada e média de 10 mamadas, mas aqui as mamadas podem espaçar e cada mamada ter volume maior).

  • O conteúdo de gordura muda de mamada para mamada;
  • Vai ao encontro a TODAS as necessidades de seu bebê por 6 meses, com benefícios à saúde persistindo por toda a vida;
  • Continua a oferecer nutrição e proteção após a introdução alimentar;
  • Durante o desmame, torna-se mais parecido ao colostro conforme a quantidade diminui;
  • Quanto mais tempo você amamentar seu bebê, maior é a proteção.

Tão simples, não é mesmo?

Aí aparece esse estudo publicado no The Journal of Pediatrics, em fevereiro de 2014, mostrando a influência da utilização de fórmulas infantis nas maternidades.  Foram estudados dois grupos de mães que queriam manter o AME (grupo-1: com 200 mães em AM e grupo-2: com 183 mães de bebês que receberam fórmulas infantis na maternidade).

As causas relatadas para introdução das fórmulas na maternidade, segundo essas mães, foram:

  • Pouco leite – 18%;
  • Sinais de ingesta inadequada – 16%;
  • Pega ou aleitamento inadequados – 14%.

A taxa de aleitamento materno exclusivo entre 30 a 60 dias foi muito maior (o dobro) no grupo 1 (sem fórmulas na maternidade) do que no grupo 2 (com fórmulas na maternidade).

A taxa de desmame aos 60 dias de vida foi de 10,5% no grupo 1 e 38,2% no grupo 2.

É necessário organizar uma ação nas “grandes maternidades de São Paulo”, demonstrando o desserviço dessa postura generalizada de mamadeiras no período de internação, contribuindo para a taxa de desmame precoce no nosso país.

A produção de colostro nas primeiras 24 horas é de 30 ml e o bebê não precisa mais do que isso. A seguir, nos próximos 3 a 5 dias, com a sucção livre e o estímulo de TODOS ao lado da mãe e do bebê, sem críticas, sem opiniões desfavoráveis, o volume de colostro, que vai se tornar leite de transição até chegar a leite maduro aumenta, se fortalece o vínculo e as chances deALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO, EM LIVRE-DEMANDA até o 6º mês aumentam.

Vale sempre lembrar que o seio materno é FÁBRICA e não DEPÓSITO de leite materno. Muito do leite é produzido e assim liberado DURANTE a mamada. Assim:

  • Seios nem sempre estão cheios entre as mamadas e isso não indica necessidade de complementação;
  • Bebês que choram após a mamada NÃO ESTÃO SEMPRE com fome eisso não indica necessidade de complementação;
  • Nem todos os bebês ganham 1 kilo por mês, não precisam seguir as expectativas máximas e isso não indica necessidade de complementação;
  • Pega inadequada deve ser orientada desde a maternidade, mas isso, infelizmente, quase nunca acontece e isso não indica necessidade de complementação.

Precisamos de mais maternidades e pediatras e enfermeiras e profissionais ligados ao aleitamento materno AMIGOS DE VERDADE DA CRIANÇA.

As mães e os bebês não precisam de MÁ-ternidade. Eles precisam de acolhimento, de orientação, de informação, de apoio, de bons lugares para nascer: cadê as BOAS-ternidades?

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