Aleitamento materno: ainda existe quem não acredite?

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Resposta simples?

Sim. Ainda existe quem não acredita.

Pior do que NÃO ACREDITAR é a frequência com a qual o ALEITAMENTO MATERNO é considerado “culpado” por algum problema ou alguma situação que não seja a mais comum ou a mais habitual, mesmo que isso não incomode mãe, pai e/ou bebê:

– Se a criança não come à é por conta de mamar o tempo todo…

– Se engorda muito à é porque mama o tempo todo…

– Se não engorda à é porque mama o tempo todo e não quer comer…

– Se a criança é branquinha ou mais pálida à também, não come direito, só mama…

– Se a criança é grudada na mãe à é porque é manhosa e qualquer coisa é peito, peito, peito…

– Se a criança não dorme a noite toda à é porque qualquer coisa à noite é peito, peito, peito…

E todas essas “certezas” que são atiradas nos ouvidos e no coração inseguro de uma mãe, que está tentando apenas oferecer ao seu bebê o que ela tem de melhor (LEITE MATERNO e VÍNCULO), podem interferir no sucesso do aleitamento materno, conforme sugere e recomenda a OMS: desde a primeira hora de vida, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, estendido até 2 anos ou mais.

Até um ano de idade, a criança é considerada LACTENTE. Isso significa que, até o 6º mês, ela deve se alimentar exclusivamente de leite materno. Depois do 6º mês, independente do tipo de aleitamento (materno exclusivo, predominante, misto ou por fórmulas infantis exclusivas), recomenda-se a introdução da alimentação complementar, mantendo o leite materno até 2 anos ou mais.

Assim, qual a dificuldade de entender que o recomendável é que o leite, parte importante e fundamental da alimentação de uma criança até um ano de idade (pelo menos), seja o materno?

Aparentemente, a maior parte das críticas, dos questionamentos e das dúvidas não surgem nem da mãe e nem do bebê, que são os principais envolvidos na questão,  e muito menos dos pais, que têm se mostrado cada dia mais favoráveis a esta prática.

Outros familiares (avós, tias, primos) ou “amigas” que já vivenciaram essa experiência de forma não tão positiva, psicólogos, ginecologistas e outros profissionais da área de saúde (enfermeiras, auxiliares, outros especialistas da área médica), até uma grande parte de pediatras (em número muito maior do que o desejável) representam um grupo muito “ativista antialeitamento materno”.

A OMS, a UNICEF, a SBP e a SPSP recomendam. O Ministério da Saúde, várias ligas mundiais (La Leche, WABA, Breastfeeding da OMS, entre outros) apoiam. Grande parte dos pediatras (me incluo nesse grupo) orienta e defende. Enfermeiras, doulas entre outros profissionais acompanham e defendem.

Parece que fica uma “briga” na qual se digladiam dois grupos opostos sem que se ouça os principais envolvidos na questão: o bebê, a mãe e o pai. O mais importante nessa questão é a INFORMAÇÃO. Mas não qualquer uma. INFORMAÇÃO ética, responsável, baseada em evidências, em trabalhos científicos, acompanhamentos mundiais e populacionais. E a cada dia, mais e mais estudos mostram e comprovam a importância do aleitamento materno.

Ninguém questiona se devemos respirar.

Ninguém questiona se devemos dormir.

Ninguém questiona se devemos nos alimentar.

Ah! Mas isso nós não conseguimos parar de fazer não é mesmo?

Pois é.

O bebê também não consegue entender que ele tem que parar de mamar.

A mãe também não consegue entender que ela tem que parar de amamentar.

O pai também não consegue entender que ele precisa deixar de dar apoio para seu filho mamar e para a mãe de seu filho amamentar.

Não há mais dúvidas sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até o 6º mês. As dúvidas que existem sobre a importância do leite materno entre o 6º mês e 2 anos de idade ou mais estão sendo sanadas constantemente através dos estudos.

Ou seja, tecnicamente, é inquestionável a importância do aleitamento materno como é recomendado.

A questão passa pela ansiedade, pela experiência de vida, pelos hábitos, pela cultura das pessoas que querem bem a essa família e se preocupam que elas tenham tudo do melhor.

Por que será tão difícil compreender que a mãe que amamenta está oferecendo o que ela tem de melhor a oferecer a seu bebê, quando o amamenta (o leite materno e seu amor, seu contato pele a pele, seu vínculo)?

Por que será tão difícil compreender que o bebê que mama o leite materno estárecebendo o que ela tem de melhor a receber de sua mãe, quando o amamenta (o leite materno e seu amor, seu contato de pele, seu vínculo) e que está dando à sua mãe o que ele tem de melhor a oferecer (seu olhar, seu crescimento e desenvolvimento e seu amor incondicional)?

Por que será tão difícil entender que a única atitude que podemos e precisamos tomar é proteger este vínculo? Não precisamos fazer nenhum esforço a mais.

Assim, repensando um termo de origem conhecida de muitos de nós, proponho uma “pequena mudança” para fazer uma “grande diferença”.

Através do respeito ao aleitamento materno manifestado ao trinômio mãe-bebê-pai, gostaria de sugerir que a partir de hoje, sempre que encontrarmos uma mãe amamentando seu bebê fizéssemos uma nova e respeitosa saudação:

O Ser que habita meu coração saúda o Ser que habita o seu coração.

MAMASTÊ.

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